Pré-wedding ao pôr do sol em Cacupé, Florianópolis | Laís e Bruno

Remarcamos algumas vezes por causa da chuva.
Cacupé tem esse detalhe que ninguém controla: o “quintal de casa” nem sempre está acessível por conta da maré. E, no dia do ensaio, ainda ventava muito.

Mesmo assim, fomos.

Eles caminhavam me mostrando um caminho que faz parte dos passeios rotineiros, enquanto isso eu observava e clicava… até encontrar a composição entre as pedras. E no 'momento decisivo'— aquele em que tudo encaixa sem esforço.

Aconteceu.

Quando eu me dei conta, ela pousou ao fundo. Bem entre os dois.
A sequência em que a garça, pacientemente, se exibiu… estava pronta.

No fim, a Laís me contou, como quem fecha um ciclo sem saber que estava fechando:
“Eu tenho uma garça tatuada nas costas.”

A garça fala de paciência. De saber esperar o tempo certo. De uma elegância tranquila — dessas presenças que chegam sem fazer alarde. É símbolo de equilíbrio, de quem segue o próprio caminho mesmo quando ele é um pouco diferente.

Então não foi “só” um pássaro aparecendo na foto.
Foi a cena reconhecendo a história.

É por isso que eu fotografo de forma documental: quando a gente registra o real (e não uma performance), o universo participa. As imagens ficam mais simbólicas, mais íntimas, mais deles.

E não, eu não chamo isso de coincidência.